Publicado por: Tiago Thedim Dias | Abril 26, 2009

Balanço

Balanço da minha estadia versão resumida/por tópicos:

Positivo (+):

  • ambiente
  • andar de bicicleta para todo o lado
  • conhecer pessoal de todo o mundo
  • noite
  • treinos de TaeKwonDo
  • projecto cenassa na universidade
  • a cidade em si
  • etc.

Assim-assim (+/-):

  • comida
  • preços
  • clima

Negativo (-):

  • falta de apoio às disciplinas (material só em neerlandês não ajuda muito)
  • cerveja (não vale nenhum, não a sabem servir e é cara)

Em suma, estou a viver dos melhores meses da minha vida e está a ser uma experiência muito para além de tudo aquilo que esperava. Se alguma vez tiverem dúvidas sobre fazer Erasmus ou não, não hesitem! FAÇAM!!!!! :D

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Abril 8, 2009

Mustang

Pois é, hoje decidi dar uma de mecânico e ajudei um amigo meu com o Mustang dele. Aqui ficam umas fotos da “máquina”:

 

Mustang

Mustang

Pensam que estou a brincar? Ora reparem bem no pormenor:

 

Mustang close-up

Mustang close-up

Ok, ok, não é bem como o do Steve McQueen, mas não podem dizer que não é um Mustang! :D

Abraços e continuem “ligados” para mais updates!

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Abril 5, 2009

Ice Bar!

Caros leitores, já estiveram num bar feito de gelo?

Não?

Eu já :D

 

Ice Bar

Ice Bar

O Ice Bar é um dos muitos bares das 3 irmãs. Foi construído pelos mesmos senhores que fizeram o Ice Hotel na Finlândia.

A temperatura ambiente são uns fresquinhos -10ºC e somos obrigados a usar os casacos tipo astronauta, patrocinados pela Heineken (que é a única cerveja que servem nesse bar), também dá jeito ter umas luvas para segurar nos copos. É impossível não sentir que fazemos parte do programa aerospacial soviético e que nos encontramos na siberia prestes a embarcar rumo ao desconhecido do espaço sideral.

Para além disso, é o único sítio que conheço onde a cerveja em vez de aquecer fica mais fresca! Se ao menos fosse Super Bock…

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Abril 5, 2009

Carnaval

Sim, eu sei que já estamos em Abril, mas de qualquer maneira o Carnaval deste ano foi tão memorável que não podia deixar de fazer um post sobre ele.

WARNING MASSIVE WALL OF TEXT WARNING

Dia 22 de Abril, estava eu muito sossegado a ver websites inúteis no meu mac quando o meu amigo João Moura vem falar comigo (no MSN, que ele está em Amsterdão e Groningen não fica assim tão perto :P ) com uma proposta para irmos passar o Carnaval a Maastricht. Não dei logo resposta afirmativa, porque nesse dia andava com um stress enorme devido ao meu projecto final e em principio teria que estar em Groningen na 2a para discutir uns pontos com o meu suposto supervisor. Acontece que o supervisor estava para o Uganda e também não estava muito interessado nos projectos que ele oferecia. Meia dúzia de e-mails depois, já tinha novo supervisor e só tinha que me encontrar com ele na 5a, o que me dava tempo suficiente para ir ao Carnaval! :D

No dia anterior à noite (que as coisas só têm piada quando combinadas de véspera em cima do joelho) lá nos decidimos a ir. Verificar horários dos comboios e tal e chegamos à conclusão que o melhor seria encontrarmo-nos em Utrecht e daí seguirmos juntos para Maastricht. De referir que Groningen fica quase no extremo Norte e Maastricht no extremo Sul da Holanda, apesar disso a viagem “apenas” demorou 4:30h.

Nas paragens que iam ficando pelo caminho começámo-nos a aperceber que o povo Holandês leva isto do Carnaval muito a sério, pois nós pertenciamos à minoria que não estava disfarçada. No entanto, toda a gente tinha um destino comum: Maastricht.

Chegados a Maastricht… Bem acho que não vale a pena continuar com descrições tão extensas, senão isto em vez dum blog passa a ser mas é um livro. Moving on…

Maastricht, todas as lojas fechadas com excepção do McDonalds, alguns bares (cerveja faz sempre falta!) e um mini-mercado de aspecto bastante duvidoso (onde comprámos uma garrafa de Porto para matar as saudades da Pátria). De resto TODA a cidade estava na rua e TODA a gente estava disfarçada: desde bebés com apenas alguns meses até octagenários de cadeiras de rodas. Eu e o João estavamos mesmo “à parte”, mas o ambiente era algo de exraordinário (não confundir com extra-ordinário isso é mais no red-light district).

Após umas quantas voltas à cidade, há que encontrar sítio para passar a noite. 2 horas (e muitas indicações erradas!) depois lá encontrámos o botelboot. Alugamos 1 quarto, pousamos as tralhas e lá fomos nós de volta à festa! Mais umas voltas pela cidade, mas desta feita encontramos inúmeras escolas de Samba pelas ruas a animar o pessoal e ainda um grupo de capoeira bem porreiro.

Ora como já tinhamos algumas horas de comboio e muitos quilómetros nas pernas, fomos mas é para o hostel para dormir e decidir o próximo rumo da aventura. Estavamos no bar a discutir onde iríamos no dia seguinte. Acabámos por confraternizar com alguns holandeses/as (com idade mais que suficiente para serem nossos pais) e ficámos a saber que a festa em Maastricht dura 4 dias: desde as 14h de Domingo até 4a-feira. Para além disso, travamos conhecimento com uma das pessoas mais interessantes que tive o prazer de conhecer (eu sei que já escrevei ali atrás conhecimento, mas não me estava a lembrar doutra palavra). Hellemieke completamente aversa ao uso de computadores e afins mas com umas perspectivas bastante interessantes (lá estou eu a repetir palavras outra vez, não liguem é do sono) sobre a Vida. Não vale a pena estar a relatar o conteúdo dessa conversação, mas foi um daqueles momentos que vale mais que não sei quantas festas. Ah e também nos disse que no dia seguinte em vez de irmos a Eindhoven, que fôssemos antes a s’Hertogenbosch.

6 horas de sono e um valente pequeno almoço depois, fizemo-nos novamente à estrada (ou será ao carril?) e partimos para o nosso novo destino. Aqui a festa era mais modesta e também se viam mais alguns turistas como nós, isto é, pessoas não disfarçadas. Por isso e pelo cansaço acumulado não ficamos muito tempo em denBosch (como também é conhecida a cidade) e fomos mas é para Groningen.

Peço desculpa pelo tamanho desmesurado do artigo (já vai em mais de 700 palavras…) mas assim compensa pelas outras semanas que ficaram sem nada para ler :P Resta só referir que no link Pictures @ Groningen podem encontrar algumas fotos desta aventura.

Até ao próximo post! :D

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Março 22, 2009

Desafio

Não, não estou de férias mas o trabalho (erm… leia-se antes a preguiça) não me tem deixado com tempo para escrever no blog. Por isso, e enquanto aguardam o próximo post, aqui fica um desafio:

Quantas bicicletas vêm na imagem? (cliquem para ver em maior resolução)

 

Parque de estacionamento da estação de Groningen

Parque de estacionamento da estação de Groningen

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Fevereiro 22, 2009

Bicicleta

É óbvio que já estava farto de andar todos os dias 25min a pé para a universidade, ou outros tantos para ir às compras. Tinha que resolver isto! E a única solução para o problema era comprar uma bicicleta (doravante designada por bike que não gosto da palavra bicicleta e dá mais trabalho a escrever).

Claro que encontrar bikes à venda não é difícil, mas se eu vos disser que em muitas lojas pedem cerca de 90€ por uma cheia de ferrugem que nem travões têm, percebem porque é que demorei 3 dias para comprar uma…

Fartei-me de correr lojas, mas o mais barato que aparecia era sempre por volta dos 85€-90€, valor que é um bocado alto tendo em conta a condição do veículo. Até que numa 5a-feira como outras tantas, passei em frente a uma loja com um aspecto no mínimo duvidoso mas que tinha bikes usadas para venda. Entrei e apareceu-me um indivíduo de aspecto ainda mais duvidoso que a própria loja e lá lhe perguntei:

“used bikes for sale?” ao que ele me responde

“those” apontando umas 5 que se encontravam para lá enconstadas

“how much?”

“65€ each”, 65€, só?? Perguntei-me a mim mesmo. Ao final de contas tinha andado a ver bikes com pior aspecto do que aquelas por 90€ e estas tinham travões! Devia haver “gato”

“is it working fine?”

“yes! It even has gears and lights!” e então põe a roda da frente a girar e de facto tudo estava a funcionar direito

“do you also have chains to sell?” já que sem isso a minha bike não ia durar nem 5min na rua

“yes, If you buy it with the bike it’s only 10€”

“…”

“you can try the bike if you want, here”

e lá fui eu dar uma volta na rua em frente à loja. Com isto fiquei convencido entrei, voltei a perguntar se estava tudo direito, se ela ia aguentar pelo menos 6 meses. Ele começa a falar com o sócio (suponho eu) em neerlandês, e diz que sim, que está tudo ok. Qualquer problema que leve lá que eles tratam. Como já não tinha mais paciência para andar à procura de meio-de-transporte, peguei nos 75€ e sai da loja montado na minha Multi Cycle – Tour 600, beige. E aqui está ela em toda a sua glória :D

Multi Cycle  - Tour 600

Agora só preciso de um nome, já pensei em KITT, ou General Lee, mas não se adequam muito bem. Sugestões?

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Fevereiro 18, 2009

Aulas

Aulas! Sim, que eu vim foi para estudar! :D

Lá tinha chegado o dia em que tinha de ir à minha primeira aula. Como ainda não tinha bicicleta há que fazer o caminho para o complexo de Zernike, local onde se encontra o Departamento de Informática cá do sítio. 25min depois e lá estava eu na entrada do campus, tão perdido como se me tivessem deixado no meio do Sahara. Ao menos existe logo ali um balcão de informações onde conesgui arranjar um mapa do complexo. Só me faltava encontrar o “Bernoullibourg” (mais conhecido como departamento de Informática e outras coisas).

Chegado ao destino, fiquei abismado com o aspecto do edificio (depois de ver as fotos talvez percebam, só tenho é que as tirar primeiro! :P ). O exterior é todo em vidro ,vidro esse que está pintado de azul. A entrada parece saída de um filme de ficção científica, tudo em branco, com uma enorme escadaria que acaba no balcão de informações. Essa escadaria está rodeada de pequenos projectos para visitantes (tipo o tour que fazemos do DI quando vão lá escolas, mas 1000 vezes melhor). Depois do lado esquerdo temos o bar e uma zona tipo lounge e umas escadas para o andar inferior, onde servem “refeições” quentes (para os mais atentos, a palavra refeições está entre “” pois eles chamam isso a uma sopa e uma baguete…). Do lado direito temos a biblioteca e as salas de aula, bem como escadas e elevadores para os outros pisos (que têm mais salas de aula e os gabinetes dos professores).

Em relação à primeira aula em si não há muito a dizer, porque os leitores deste blog ou já sabem o básico sobre Java (métodos, constructores, etc.) ou então não têm o minimo interesse nisso. No entanto já fiquei com algumas ideias do que me espera:

  • o neerlandês é difícil;
  • o neerlandês é MESMO difícil;
  • a relação professor-aluno é bastante diferente da que encontro em Portugal (claro que sou aluno Erasmus e isso tem algum peso, mas mesmo assim…);
  • as cadeiras vão ser mais difíceis de fazer do que pensava, pois nem sequer os enunciados dos exercícios estão traduzidos para Inglês;
  • aqui usa-se o blackboard para tudo, e por cá chamam-lhe Nestor;
  • já disse que o neerlandês é difícil???

Depois de falar com o professor, fiquei a saber que não tenho de ir às aulas teóricas (que visto serem em neerlandês não fazia muito sentido) e terei que ir às práticas e teórico-práticas. Como já disse atrás, o raio dos enunciados dos exercícios está em inglês, e o problema é que tenho prazos semanais para os entregar. Também ando com uns dilemas a nível de escolha do projecto final, se bem que agora está nas mãos dos prof. que supervisionam a cadeira. Mas claro, tudo se resolve :D

E deixo-vos por aqui caros leitores, que o post já vai longo e amanhã há aulinhas de manhã cedo.

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Fevereiro 14, 2009

Primeiras impressões

Sendo esta a pergunta que toda a gente me faz quando fala comigo, achei melhor fazer um post dedicado a isto.

A cidade é lindissima, com os edificios todos feitos com tijolos de barro, com o rio e vários canais e lagos. Também é completamente plana, mas outra coisa não seria de esperar nos Países Baixos e toda a gente anda de bicicleta (sim, que ao contrário das cidades portuguesas, aqui há ciclo-vias em todo o lado). O clima é bastante frio e tão depressa neva como faz sol (mas nunca deixa de ser frio).

Ah e as holandesas são lindas de morrer! :D

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Fevereiro 14, 2009

Recepção

E cá estava eu, completamente caído do céu, na estação de Groningen. O edifício é lindíssimo, todo feito com tijolos de barro (como 90% dos edifícios cá) e virado para o rio. Em frente encontra-se o museu de Groningen, famoso pela sua arquitectura.

Descrições à parte, queria era chegar à residência para ver se consegui descansar um bocado (e comer qualquer coisa!). Apenas me tinham informado do nr. do autocarro em que devia ir (o nr. 5) e da paragem em que deveria sair (que obviamente tinha mais um daqueles nomes impronunciáveis). Felizmente o motorista era bem porreiro e avisou-me quando chegou a paragem. Falta só referir que o autocarro é mais barato que em Braga, uma viagem custa 1 euro, independentemente do sítio da cidade para onde vai.

Na residência, fui recebido por outro “student manager” uma vez que a da minha tinha ido a casa no fim de semana. Mostrou-me as instalações, preenchemos o contrato e depois deixou-me a arrumar a minha tralha toda.

Tive sorte no quarto, pois é bastante grande e embora o esteja a partilhar com outra pessoa, devido aos dois andares (é melhor ver as fotos para perceber como são) consigo ter bastante privacidade.

Estava eu a arrumar as tralhas, quando me aparece o meu colega de quarto, Keith. Após conversarmos um bocado fiquei a saber que é de Hong Kong, está aqui em Groningen de Erasmus por um semestre (como eu) e estuda gestão.

Apresentações à parte, estava na hora de comer! Como tinha acabado de chegar, obviamente que não tinha comida, pensei em procurar um Mc Donalds ou parecido. No entanto, o meu colega (que também ainda não tinha jantado) insistiu que eu jantasse com ele e mais pessoal de Hong Kong e de Macau, amigos dele. Iamos comer comida chinesa. Claro que não podia recusar uma oferta destas! :D

Comemos massa e sopa chinesas (quer dizer aquilo não parecia cão nem rato, mas mesmo que fosse soube bem :D ) e fiquei a conhecer mais gente: o Sam também de Hong Kong e que vive no mesmo corredor que eu e a Vera de Macau (que não fala Português, ao contrário do que eu pensava).

No fim, depois de mandar mails a meio mundo, fui dormir que já se fazia tarde…

Publicado por: Tiago Thedim Dias | Fevereiro 12, 2009

A caminho de Groningen

13:55, após uma viagem de 2h e 20 o vôo TP652 aterra no aeroporto de Schipol em Amsterdão. Metade da viagem já estava feita, agora só faltava a parte final do trajecto, o comboio para Groningen.

Ao contrário das nossas cidades, o aeroporto tem uma estação de comboios que faz ligação com o resto da Holanda (e tem até umas linhas internacionais). Precisava do bilhete e do “Offpeak Discount Pass” que é um cartão que nos dá 40% em todas as viagens dentro dos Países Baixos (obrigado Rami pela informação :D ).

Um formulário (em neerlandês!) e um hamburguer do burger-king depois, tava pronto a embarcar, rumo a Groningen. Até aqui tudo bem, não fossem o raio das terras terem todas o nome de raças de cão (pelo menos é o que o meu amigo “Cachada” pensa) e nas linhas apenas estarem listadas as terminais. Ora tendo em conta que tinha de mudar de linha em Utrecht e esse nome não vinha em nenhum placar, decidi arriscar: vi qual era (a suposta) linha para Groningen e meti-me no 1º comboio que apareceu (com 2 andares, saido directamente de um filme de ficção científica)! Felizmente a sorte estava do meu lado, e esse era mesmo o coboio que passava na estação Utrecht Centraal, na qual tinha de trocar de comboio.

Já em Utrecht meto-me no comboio seguinte (este já mais semelhante aos inter-cidades da CP) que estava completamente cheio, ou seja, tive que ir no espaço entre as carruagens sentado na minha mala. Claro que as peripécias não acabam aqui, e quando pergunto a outro passageiro (Holandês, que obviamente devia perceber mais do sistema de comboios deles que eu) ele responde que a metade do comboio em que eu me encontrava não seguia para Groningen, mas sim para uma outra cidade (da qual não me lembro do nome, mas seria também uma raça de cão). Posto isto, na próxima estação sai do comboio (com a mala do meu tamanho) à pressa e fui a correr para a parte da frente do mesmo, esta sim que ia para Groningen. O resto da viagem correu bem melhor, visto que não precisei de voltar a trocar de comboio e já tinha lugar sentado.

7h depois da minha partida do Sá Carneiro tinha finalmente chegado ao meu destino: GRONINGEN! :D

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