Sim, eu sei que já estamos em Abril, mas de qualquer maneira o Carnaval deste ano foi tão memorável que não podia deixar de fazer um post sobre ele.
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Dia 22 de Abril, estava eu muito sossegado a ver websites inúteis no meu mac quando o meu amigo João Moura vem falar comigo (no MSN, que ele está em Amsterdão e Groningen não fica assim tão perto
) com uma proposta para irmos passar o Carnaval a Maastricht. Não dei logo resposta afirmativa, porque nesse dia andava com um stress enorme devido ao meu projecto final e em principio teria que estar em Groningen na 2a para discutir uns pontos com o meu suposto supervisor. Acontece que o supervisor estava para o Uganda e também não estava muito interessado nos projectos que ele oferecia. Meia dúzia de e-mails depois, já tinha novo supervisor e só tinha que me encontrar com ele na 5a, o que me dava tempo suficiente para ir ao Carnaval!
No dia anterior à noite (que as coisas só têm piada quando combinadas de véspera em cima do joelho) lá nos decidimos a ir. Verificar horários dos comboios e tal e chegamos à conclusão que o melhor seria encontrarmo-nos em Utrecht e daí seguirmos juntos para Maastricht. De referir que Groningen fica quase no extremo Norte e Maastricht no extremo Sul da Holanda, apesar disso a viagem “apenas” demorou 4:30h.
Nas paragens que iam ficando pelo caminho começámo-nos a aperceber que o povo Holandês leva isto do Carnaval muito a sério, pois nós pertenciamos à minoria que não estava disfarçada. No entanto, toda a gente tinha um destino comum: Maastricht.
Chegados a Maastricht… Bem acho que não vale a pena continuar com descrições tão extensas, senão isto em vez dum blog passa a ser mas é um livro. Moving on…
Maastricht, todas as lojas fechadas com excepção do McDonalds, alguns bares (cerveja faz sempre falta!) e um mini-mercado de aspecto bastante duvidoso (onde comprámos uma garrafa de Porto para matar as saudades da Pátria). De resto TODA a cidade estava na rua e TODA a gente estava disfarçada: desde bebés com apenas alguns meses até octagenários de cadeiras de rodas. Eu e o João estavamos mesmo “à parte”, mas o ambiente era algo de exraordinário (não confundir com extra-ordinário isso é mais no red-light district).
Após umas quantas voltas à cidade, há que encontrar sítio para passar a noite. 2 horas (e muitas indicações erradas!) depois lá encontrámos o botelboot. Alugamos 1 quarto, pousamos as tralhas e lá fomos nós de volta à festa! Mais umas voltas pela cidade, mas desta feita encontramos inúmeras escolas de Samba pelas ruas a animar o pessoal e ainda um grupo de capoeira bem porreiro.
Ora como já tinhamos algumas horas de comboio e muitos quilómetros nas pernas, fomos mas é para o hostel para dormir e decidir o próximo rumo da aventura. Estavamos no bar a discutir onde iríamos no dia seguinte. Acabámos por confraternizar com alguns holandeses/as (com idade mais que suficiente para serem nossos pais) e ficámos a saber que a festa em Maastricht dura 4 dias: desde as 14h de Domingo até 4a-feira. Para além disso, travamos conhecimento com uma das pessoas mais interessantes que tive o prazer de conhecer (eu sei que já escrevei ali atrás conhecimento, mas não me estava a lembrar doutra palavra). Hellemieke completamente aversa ao uso de computadores e afins mas com umas perspectivas bastante interessantes (lá estou eu a repetir palavras outra vez, não liguem é do sono) sobre a Vida. Não vale a pena estar a relatar o conteúdo dessa conversação, mas foi um daqueles momentos que vale mais que não sei quantas festas. Ah e também nos disse que no dia seguinte em vez de irmos a Eindhoven, que fôssemos antes a s’Hertogenbosch.
6 horas de sono e um valente pequeno almoço depois, fizemo-nos novamente à estrada (ou será ao carril?) e partimos para o nosso novo destino. Aqui a festa era mais modesta e também se viam mais alguns turistas como nós, isto é, pessoas não disfarçadas. Por isso e pelo cansaço acumulado não ficamos muito tempo em denBosch (como também é conhecida a cidade) e fomos mas é para Groningen.
Peço desculpa pelo tamanho desmesurado do artigo (já vai em mais de 700 palavras…) mas assim compensa pelas outras semanas que ficaram sem nada para ler
Resta só referir que no link Pictures @ Groningen podem encontrar algumas fotos desta aventura.
Até ao próximo post!